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Sua distribuidora assinou: os 5 compromissos da Streaming Integrity Initiative e o que muda para o artista independente

O IFPI anunciou em 14 de setembro a Streaming Integrity Initiative. Entre quem entrou estão CD Baby, Ditto, RouteNote, Too Lost, AWAL, Symphonic e FUGA — as empresas por onde a música independente chega às plataformas. Os cinco compromissos não são sobre elas: são sobre o que elas passam a verificar em você.

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DESTAQUES DA IMPRENSA. A indústria da música se une para combater a fraude em streaming

Pro-Música Brasil, 14 de setembro de 2026, traduzindo o comunicado do IFPI. Um compromisso setorial de prevenção, detecção e resposta à fraude.

Olhe a lista antes de olhar a iniciativa

Entre os participantes estão Sony Music Group, Universal Music Group e Warner Music Group — o que era de esperar. O que muda a conversa são os outros nomes: CD Baby, Ditto Music, RouteNote, Too Lost, AWAL, FUGA, SonoSuite, Revelator, IDOL, Symphonic, The Orchard, ADA, Merlin e mais. Não é um acordo entre gravadoras grandes. É um acordo que inclui a porta por onde você entra.

São cinco, e dois deles mudam a sua rotina

Verificar titularidade e identidade de quem entrega o conteúdo. Analisar o conteúdo em busca de infrações. Detectar e investigar fraudes. Compartilhar informação entre plataformas. E medir e reforçar os sistemas antifraude de forma contínua. O primeiro e o quarto são os que tocam você: o seu nome passa a viajar junto com a entrega, e o que for detectado em um lugar deixa de ficar naquele lugar.

Dá para ser alcançado sem ter comprado nada

Quem contrata gestor de carreira, assessoria de playlist ou pacote de divulgação que entrega número rápido está delegando a terceiro um comportamento que agora é verificado na origem. Se esse terceiro comprar reprodução, a entrega sai com o nome do titular — que é o seu, e é assim que dá para ser alcançado sem ter comprado nada. Pagar por divulgação legítima continua sendo divulgação. O que mudou foi a rastreabilidade de quem contrata sem perguntar como o número aparece.

O recado: O comunicado não anuncia punição, prazo, multa nem processo, e não traz um único número. Quem vir cifra de fraude atribuída a esta iniciativa está lendo outra matéria. Victoria Oakley, CEO do IFPI, resumiu o problema assim: "A fraude em streaming engana os fãs e priva artistas e compositores legítimos de uma renda que, por direito, deveria chegar até eles. Isso é roubo, pura e simplesmente." A pergunta prática para esta semana é uma só: quem entrega a sua música, e você sabe como ela chega aos números?